quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cargos de comando em empresas de alta tecnologia

Cargos técnicos, ainda que políticos, devem ser ocupados por pessoas com conhecimento notório, de destaque na atividade que assumirão. Nada pior que ver o loteamento de postos por "lealdade política". Esse é o principal indicador de que negociatas estarão em andamento.

sábado, 26 de janeiro de 2013

A APEE e a ABRACOPEL estão promovendo o ENCONTRO DE ELETRICISTAS que ocorrerá no dia 20/02


Caros Colegas:
A APEE e a ABRACOPEL estão promovendo o ENCONTRO DE ELETRICISTAS que ocorrerá no dia 20/02, no auditório do Instituto de Engenharia do Paraná à Rua Emiliano Perneta, 174 - 2º andar. A exemplo do evento anterior, as inscrições são gratuitas.
Convide todos os profissionais eletricistasque você conhecepara que venham participar de interessante e útil debate. Certamente todos teremos a ganhar. 
As inscrições podem ser efetuadas entre 8:30 e 17:00hs pelo fone 11-4028-5451 com a Sra. Waneide, ou ainda pelo e-mail secretaria@abracopel.org.br.
Esperamos vocês por lá
APEE e Equipe ABRACOPEL

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O que podemos fazer diante de decisões equivocadas?


Racionamentos e apagões
Estamos em período de insegurança energética, com muitos fatores mal avaliados e resultados desastrosos. O jogo político prevaleceu sobre o bom senso e agora pagamos a conta de erros de previsões otimistas ou simplesmente mal feitas.
O setor elétrico tornou-se um espaço de negociações empresariais e políticas (da pior espécie) permanentes, talvez com equívocos enormes diante do enfraquecimento da Engenharia no Brasil e da prevalência de teses erradas, como, por exemplo, simplesmente baixar tarifas.
Com o desprezo pelas Ciências Exatas que, bem aplicadas, consideram o mundo probabilístico a partir de estatísticas bem feitas, com todos os cuidados possíveis, algo que parece faltar nas decisões do Governo Federal, estamos sofrendo apagões e riscos de racionamento de energia, isso sem contar com oscilações de tensão e frequência, surtos e outros problemas que só podem ser percebidos e avaliados por especialistas de altíssimo nível em eletrotécnica.
Qualidade e segurança em serviços de eletricidade significam reduzir gastos em eletrodomésticos, lâmpadas que queimam logo, computadores com comportamentos estranhos etc.
Infelizmente as agências reguladoras sempre foram dirigidas sob conveniências estranhas e mantidas sem recursos humanos e materiais para cumprirem suas funções.
Vemos nossas autoridades formais tratando da hipótese de racionamento com desculpas simplórias. Esquecem até que racionamentos podem acontecer pela destruição de segmentos do sistema de transmissão e transformação da energia, além da deficiência de geração. Algumas regiões podem estar prestes a sentir isso, diante da necessidade de operar o Sistema Interligado Nacional (SIN) no limite.
Note-se que não falamos das termoelétricas, que em alguns casos são oficinas que também produzem energia elétrica...
O que incomoda é que o Brasil já passou por essa situação diversas vezes, de quase racionamento e racionamentos reais. Infelizmente a eletricidade virou tema de ONGs irresponsáveis e modismos importados. O Governo, sob pressões políticas, acaba relaxando acontecer para não perder votos. Carece de mídia adequada e de boa qualidade a suas responsabilidades.
Estamos em período de férias. Nesse tempo de praias e carnaval muita gente desliga o preocupômetro e deixa rolar para “descobrir” o Brasil em março. Isso é péssimo e condenável quando os postos de trabalho que ocupam deveriam ser entendidos como de atenção permanente.
Felizmente agora, graças à internet, redes sociais, blogs, youtube etc. podemos, quem está “ligado nas tomadas”, colocar essas questões chatas para muita gente, na esperança que entendam que o futuro delas está em risco.
Racionamentos e insegurança sobre a qualidade do governo espantam empreendedores, reduzem a atividade econômica e a oferta de oportunidades de trabalho. Até planos de aposentadoria aparentemente seguros poderão naufragar. Nossos aposentados pensaram nisso?
É hora de abastecer a opinião pública com análises ao nosso alcance. Civismo é compromisso com o povo e o futuro da nação.
Vamos, pois, analisar o que sabemos e colocar nossas avaliações à apreciação de todos que tiverem interesse no que sabemos. Além do racionamento, se acontecer, é extremamente importante evitar abusos de espertalhões querendo faturar com a ignorância técnica de nossos governantes...

Cascaes
8.1.2013



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Realidade universal


Morre arquiteto Niemeyer e os engenheiros em silencio total,   Porque será?   

Um abraço a todos

Eng Severino M.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Iniciando visita ao Museu Alemão

A Copel poderia ter feito algo semelhante

O farol - não podemos esquecer

Motores diesel e hidráulicos

Aviões e foguetes

A saúde e suas doenças

Um belo auditório e os arquitetos

Para lembrar equipamentos e locais de trabalho não muito antigos

Energia e meio ambiente

Rápidas passadas

Tempos antigos

Tempos Modernos

O homem e a máquina

Final da visita ao Museu Alemão

domingo, 9 de setembro de 2012

A inversão de VALORES e a importância da engenharia


A inversão de VALORES e a importância da
engenharia
Milton Golombeck
Vivemos em uma sociedade na qual são valorizados predominantemente as
aparências e o glamour. Modelos, cantores, atores e atletas se sobrepõem,
com seus valores, a outros valores essenciais ao progresso da condição
humana e à melhoria da qualidade de vida. Mas o problema não é apenas
brasileiro; é fenômeno universal, com algumas raras exceções.
Mas não se pode esquecer que basicamente tudo o que utilizamos em nosso
dia a dia - meios de transporte, tais como rodovias, ferrovias, aeroportos,
edifícios residenciais, espaços para abrigar hospitais, escolas, centros
culturais etc., tudo isso são projetados pela inteligência de arquitetos e
engenheiros. A Engenharia, em meu entendimento, é a maior responsável
pelo progresso da humanidade em todos os campos do conhecimento
humano.
O futuro não depende das celebridades, muitas das quais alegram e
satisfazem o nosso dia a dia, mas, sim, dos cientistas, pesquisadores em
todas as áreas, tecnólogos e engenheiros que continuam a construir as
condições para um futuro melhor.
Na mesma semana em que os jornais, revistas e TVs gastaram páginas e
horas para mostrar e comentar as roupas e joias usadas na entrega do Oscar,
foi dado o prêmio Russ Prize - equivalente ao Nobel de Engenharia - para
os engenheiros Earl Bakken e Wilson Greatbatch. Contudo, nenhum
comentário apareceu na mídia a respeito disso. E essas personalidades,
foram os inventores do marca-passo. Graças a elas, atualmente mais de 4
milhões de pessoas estão vivas. São instalados mais de 400 mil marcapassos
por ano no mundo.
Na inauguração das grandes obras de Engenharia costumam aparecer as
autoridades eventualmente de plantão. Mas os nomes dos engenheiros e dos
projetistas que as projetaram e construíram, invariavelmente são
negligenciados e esquecidos. Quando muito, são divulgados nos nomes das
construtoras.
Nos folhetos de venda dos imóveis e coquetéis de lançamentos aparecem os
paisagistas, decoradores de interiores e imobiliárias. Mas não aparecem os
nomes das empresas de Engenharia envolvidas nos projetos de estruturas,
fundações e instalações. A Engenharia é encarada quase como um mal
necessário.
Só somos lembrados quando ocorrem catástrofes e acidentes em obras.
Nestas horas, todos querem identificar os engenheiros responsáveis. É
nossa, a responsabilidade de mudar este quadro, valorizando nossa
profissão, fazendo com que as conquistas da Engenharia sejam
reconhecidas e deixem de ficar em terceiro plano. Esta falta de
reconhecimento e valorização tem consequências diretas nas remunerações
dos serviços de Engenharia.
As imobiliárias, que não tem nenhuma responsabilidade pelas edificações,
nem pelo seu desenvolvimento, recebem 6% do valor geral de vendas
(VGV) enquanto todos os projetos de engenharia da obra somados
representam no máximo 2% do VGV. Pior: ninguém discute os gastos com
corretagem. Em compensação discutem os custos de projeto e das soluções
de Engenharia. Trata-se de uma total e absoluta Inversão de Valores!
Com o crescimento da economia no Brasil, cada vez mais a nossa profissão
será necessária. Com mais de 40 anos de atividade, passando por vários
planos econômicos, posso afirmar que escolhi a profissão ideal. Precisamos
de mais engenheiros e tecnólogos urgentemente. A valorização da profissão
fará com que mais estudantes se interessem em entrar num dos campos
mais desafiadores e gratificantes das atividades humanas: a Engenharia!
*Milton Golombek é presidente da Associação Brasileira de
Empresas de Projetos e Consultoria em Engenharia Geotécnica
(ABEG)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012